domingo, 27 de novembro de 2016

PALMEIRAS ENEACAMPEÃO

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

AUTO DE NATAL DO SERTÃO ANO VI

AUTO DE NATAL DO SERTÃO SERÁ APESENTADO PELA SEXTA VEZ PELA CIA PRIMEIRO TRAÇO DIA 23 DE DEZEMBRO NO ALTO DO RIO BRANCO, ÀS 20 HORAS, TEXTO DE MARCO FREITAS DIRIGIDO E ADAPTADO POR FLÁVIO MAGALHÃES...

domingo, 20 de novembro de 2016

IV MOSTRA PEDAGÓGICA DA ETE

TEXTO: "QUE NEM QUE CESSE" DE: PAULO FERNANDO; ADAPTAÇÃO E DIREÇÃO: FLÁVIO MAGALHÃES...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

IN MEMORIAN

Leonard Cohen e o teto do abismo Data: 11 nov 2016 Por: Jotabê Medeiros Categorias: Beck, Belchior, Benjamin Folds, Gil Scott-Heron, Jack Kerouac, Jeff Buckley, Johnny Cash, Leonard Cohen, Lou Reed, Madeleine Peyroux, Moby, Nick Cave, Nina Simone, Pixies, R.E.M., Rodrigo Carneiro, Tom Waits, Walt Whitman, Win Butler Leonard Cohen, Tom Waits, Gil Scott-Heron, Lou Reed, Johnny Cash: algumas vozes, na música popular, soam diferentes de outras, como se não existissem para preencher um espaço na canção, mas para usar a canção como um espaço de sua autoridade, tornando-a um território sagrado. Não só pela guturalidade, pela aparição tonitruante, pelo grave cerimonial, mas pela própria presença física da voz. Dessas, a voz de Leonard Cohen tinha um terceiro condimento: ela parecia compreender e imantar-se de toda a ternura do mundo, mesmo quando era cáustica e inquisidora. Isso o tornou o poeta dos poetas, um ídolo para intérpretes de todos os quadrantes: quase todo mundo de relevo o gravou, de Jeff Buckley a Nina Simone, de Johnny Cash a R.E.M., de Nick Cave a Pixies, de Win Butler a Beck. Jeff Buckley, inclusive, provou em praça pública a tese da ressurreição do artista ao gravar “Hallellujah” (1984), de Cohen, que o celebrizou precocemente como uma voz trágica de sua geração. Leonard Cohen, a despeito de seus mais de 80 anos, seguia sustentando com grande leveza e presença de espírito o título de grande mestre da poesia cantada universal. Quase todo mundo relevante gravou alguma música sua ou sofreu sua influência. “Meu bom Deus, não. A escuridão repentinamente passou a ser ainda mais escura. Que homem belo, que alma linda”, disse Moby. Leonard Cohen foi alcoólatra e andou por diferentes drogas, com diversos resultados. Dedicou-se ao misticismo e a religiões díspares, com uma queda mais acentuada pelo zen-budismo. Nunca, em toda essa trajetória, alguém achará um Leonard Cohen de joelhos, na sarjeta. Parece que tinha um escudo defletor de misérias humanas. Lembrava-me um verso de Belchior: “Não quero contar vantagem, mas já passei fome com muita elegância”. Quando lançou seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, em 1967, aos 33 anos, o poeta canadense já tinha sido amigo de Jack Kerouac, vivido como um boêmio na ilha grega de Hydra, visitado Cuba durante a invasão da baía dos Porcos e publicado dois romances e quatro livros de poesia festejados pela crítica. Ele passou a fazer música como quem pega uma estrada nova desconhecida, mas estranhamente íntima. Cohen publicaria poesia e prosa com o mesmo impacto com o qual fez música. Parecia que sempre tinha estado ali, mas iniciou já artista feito. Sua importância como literato era amplamente reconhecida, consagração que culminou com o prêmio Príncipe de Astúrias de Literatura na Espanha em 2011. Um pouco seguidor da tradição iniciada lá no século 19 com Walt Whitman, Leonard Cohen roçava o céu da boca das profundezas com sua poesia e sua interpretação. Isso desafiava cantores e cantoras de todos os quadrantes a tentar alcançar o teto do seu abismo. Madeleine Peyroux fez bonito com uma interpretação magistral de “Dance Me to the End of Love” (1984). Aqui em São Paulo, Rodrigo Carneiro ainda vara as noites nos oferecendo uma das grandes traduções de Leonard Cohen que é possível tatear. As novas gerações sempre souberam quem ele era. “Garotos, tirem um momento para ouvir ‘Going Home’, de Leonard Cohen, quando vocês puderem”, escreveu Benjamin Folds no dia da morte de Cohen. Às vezes, sob um manto de folk music, ele revigora uma tradição centenária. “Acho que rebusco algo. Não gosto de chamar isso de ideias. Acho que ideias são aquilo que se quer difundir. Ideias tendem a ser o lado direito das coisas: ecologia, vegetarianismo ou antiguerra. Tudo isso são ideias maravilhosas, mas eu gosto de trabalhar em uma canção até que esses slogans, tão maravilhosos quanto as ideias que querem promover, se dissolvam nas convicções profundas do coração. Nunca pretendi escrever uma canção didática. É só minha experiência. Tudo que ponho na canção é minha própria experiência”, disse. Todos os discos de Leonard Cohen estão pontuados por suas cicatrizes, que são muitas. Não havia a possibilidade de um disco ruim dele. Alguém disse que sua morte era “um anjo voltando para casa”. Não me ocorre definição mais precisa.

domingo, 16 de outubro de 2016

Os Tempos Estão Mudando (FORA TEMER)

Bob Dylan recebeu o Nobel de literatura “por ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”. Muitos criticaram a Academia Sueca. É difícil avaliar um Nobel, mas vale a pena analisar os argumentos usados para criticar a escolha. São uma oportunidade única de entender ideias e preconceitos que permeiam a cultura contemporânea. 1) O primeiro argumento é que um Nobel de literatura não deveria ser concedido a um músico. Não se trata de um argumento a respeito da obra de Dylan, mas de um juízo a respeito do grupo daqueles a que o prêmio se destina. Ora, a literatura é uma arte ao alcance de qualquer um. Na conhecida definição do poeta Ezra Pound, “literatura é linguagem carregada de significado”. Dylan trabalhou a vida inteira com palavras e sons, matérias-primas da poesia. Sua obra vem sendo estudada há décadas pelas qualidades literárias. Ele foi indicado ao Nobel pela primeira vez em 1996. Sempre se considerou mais poeta que músico. O fato de também ser um músico popular de sucesso não pode ser um empecilho a que receba o prêmio. 2) O segundo argumento é que o prêmio abre um precedente. A Academia se preocupou em filiar Dylan a uma tradição que começa em cantores épicos como Homero, atravessa os trovadores medievais, como Arnaut Daniel, e chega ao cancioneiro popular em vários países. A versão séria desse argumento sustenta que poesia e música são artes que se separaram há centenas de anos e hoje habitam universos separados. Não faria sentido, portanto, escolher um cantor popular. Por que Dylan e não Leonard Cohen? Por que apenas agora a Academia acordou para os músicos? Que dizer do francês Georges Brassens, descendente ainda mais direto dos menestréis? De Jacques Brel? Noel Rosa ou Chico Buarque? Toda canção popular deverá agora ser considerada poesia? O problema com esse argumento é que erros do passado não devem impedir acertos no futuro. Todo letrista é também poeta. Nem todo letrista é bom poeta. Se a Academia deixou até hoje de considerar no prêmio bons poetas que atuam no universo do cancioneiro popular, o erro não está na escolha de Dylan. Esteve em aferrar-se até hoje a uma concepção limitada de poesia. Para o público a quem toda poesia se destina, tal divisão sempre foi artificial. 3) O terceiro argumento sustenta que, num momento em que cai o número de leitores de livros no mundo todo, seria papel da academia escolher alguém que ajudasse a ampliá-lo. Se era hora de conceder um Nobel a um americano, por que não Philip Roth ou Don DeLillo, romancistas de sucesso cuja obra pode exercer força sobre a quantidade de leitores? Roth e DeLillo são provavelmente dois dos maiores romancistas vivos, não há dúvida. A lista de “injustiçados” é longa – a começar pelos dois maiores escritores do século XX, James Joyce e Marcel Proust. Mas tal argumento padece de um problema básico: sempre haverá, numa escala subjetiva, este ou aquele nome que parecerá “merecer mais”. Só que não é papel do Nobel fazer Justiça a um panteão literário imaginário, muito menos estancar a queda no número de leitores. Trata-se apenas de um prêmio. É aposta segura que Roth e DeLillo não deixarão de ser lidos, assim como Dylan continuará a ser popular. Qualquer um seria uma escolha justificável, mas – como é da natureza das escolhas – apenas um poderia ganhar, para infelicidade daqueles que preferem outros. 4) O único argumento que poderia ser usado para criticar o prêmio está no mérito da obra de Dylan. Poesias dele são hoje objeto de intenso estudo nas universidades. Seus versos já foram comparados aos de John Keats e William Butler Yeats (em cuja poesia também “havia um grande elemento de canção”, nas palavras do comitê que lhe concedeu o Nobel em 1923). A poesia de Dylan tem aquilo que Pound qualificava como “significado concentrado ao último grau”? Ou é apenas uma coleção de chavões pastosos de protesto adolescente, como quase tudo o que toca no rádio? Essa é, no fundo, a discussão que interessa. Não tenho competência para avaliar a resposta. Acadêmicos como Gordon Ball ou Christopher Ricks, que sempre defenderam o Nobel para Dylan, afirmam que, sim, é poesia de qualidade. A justificativa parece estar nos versos do próprio Dylan: Venham senadores, congressistas Por favor escutem o chamado Não fiquem parados no vão da porta Não congestionem o corredor Pois aquele que se machuca Será aquele que nos impediu Há uma batalha lá fora E está rugindo E logo irá balançar suas janelas E fazer ruir suas paredes Pois os tempos estão mudando The Times They Are A-Changin'(By: BOB DYlan) #Gostei do velho Dylan ter ganho, mas eu gostaria muito que tivesse sido o nosso Chico Buarque de Holanda)

sábado, 15 de outubro de 2016

FELIZ DIA DOS PROFESSORES

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

OUTUBRO PARA NADA ESQUECER

OUTUBRO para nada esquecer. Jomard Muniz de Britto, jmb Para sempre lembrar um dos filmes clássicos da modernidade, pelo nome revolucionário: EISENSTEIN. Não esquecer e não ser esquecido. Além da retórica de cumplicidades entre amantes da sétima arte. Nesse jogo de perde/ganha sejamos todos iguais-desiguais pela escritura de Rachel Rangel, R.R. Entre literaturas, panfletos e es qui Zo a ná li ses. Dentro e fora das idolatrias e con-su-mis-mos. Cultivando dúvidas permanentes. Revisitando abismos. Vavá Schön Paulino emergindo na beleza de Floresta dos Navios e dos cemitérios de João Cabral. Por nós e vozes replicantes. Crenças e desilusões entre AQUARIUS realimentando por Sonia Braga nossa HISTÓRIA DA ETERNIDADE. Tudo reinventado arte-em-processo. Fora os abnegados pelo PODER. Para não esquecer Paulo Freire contaminado pelas UNIVERcidades. Pelo sal de Salete van der Pöel na Paraibarroca surpreendente. INCERTEZAS dentro e fora das Bienais em demasia. Tudo pela montagem de atrações entre closes e planos gerais, cortes e transgressões de EISENSTEIN. Para lembrar telas e tragédias. Recife, 04 de outubro de 2016 atentadospoeticos@yahoo.com

domingo, 9 de outubro de 2016

O homem da paz e do bem foi chamado por Deus, neste domingo. José Ferreira Filho, Cazuza da Casa Sertânia, do dispensário, do Albergue ou simplesmente Cazuza, descansou em seu leito, na cidade de Sertânia. Durante sua vida, foi comerciante, religioso e Vicentino. Fez o bem a muita gente, trabalhou pelos pobres e crentes e colaborou com a Sociedade de São Vicente. Deixou seu exemplo de cidadão e pai de família. Meus pêsames aos primos Mena, Raimundo Ferreira, Ana Amélia, André Ferreiras e demais familiares. Que Deus conforte a todos e dê a alma de Cazuza O Descanso Eterno, A Luz Perpétua e O Resplendor. Paz e bem.

HAPPY BIRTHDAY JOHN

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