domingo, 21 de agosto de 2016

VI MOSTRA DE TEATRO E DANÇA DO CARIRI RANIEL QUINTANS


MOSTRA DE ARTES GERALDO BARROS

Aberta temporada de Artes no SESC Arcoverde - Mostra de Artes Geraldo Barros,d e 22 de agosto à 2 de setembro, recheada de boas surpresas. Segunda 22 de agosto às 19h. Abertura das exposições: Geraldo Barros - Memória e Afetividades no foyer do Teatro Geraldo Barros, A Cidade e a Memória resultado visual do curso de Literatura ministrado por Thiago Henrique estará na Mini Galeria (segundo piso) e Infinito Olorun - Ilustrações de Marcelo Stuart. Venha conferir!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016


quarta-feira, 13 de julho de 2016



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Micheliny Verunschk chega ao coração do inferno no seu segundo romance...

Por Fernanda Castello Branco
Depois do premiado Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (2014), ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, Micheliny Verunschk chega ao seu segundo romance.

Aqui, no Coração do Inferno – a primeira parte de uma trilogia sobre um garoto serial killer – será lançado dia 28 de julho, às 19h, na Patuscada, em São Paulo, pela Patuá, mesma editora do livro anterior. “Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino”, diz Micheliny. “Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história.”
Foto: Ivson Miranda
Na entrevista a seguir, a escritora pernambucana contou para o Fala com Arte quando os outros dois livros da trilogia serão publicados, como é o seu processo criativo e qual é a sua relação com a prosa e a poesia.

Na orelha do livro, Maria Valéria Rezende cita que ele começou a ser escrito há anos. Como foi esse processo? Você o deixou quieto, precisou fazer isso, o que aconteceu?

Comecei a escrever esse livro logo depois que dei o meu primeiro romance, Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, por encerrado. O meu processo de escrita de prosa é um processo lento, porque retorno várias vezes ao que já foi escrito, tanto para cortar como para acrescentar coisas. É um trabalho em processo, ou work in progress, como preferem alguns. Mesmo na etapa de revisão, ainda penso no livro. Faço várias versões, descarto capítulos inteiros, acrescento outros, descarto até mesmo versões completas, já “prontas”. Isso acontece, acredito, porque procuro sempre a forma mais exata de contar a história. Porque o núcleo duro de cada romance, tenho em mente antes mesmo de escrever a primeira palavra – e o meu trabalho é apenas encontrar a melhor forma.
Qual é a história de Aqui, no Coração do Inferno?

Aqui, no Coração do Inferno é a história de uma menina de 12 anos, no fim dos anos 1980, cujo pai é delegado de polícia de uma cidade do interior. Um dia esse homem leva um prisioneiro para casa, um prisioneiro especial, que ele não pode ou não quer deixar preso na cadeia. Enquanto espera a transferência desse prisioneiro – um garoto serial killer –, a menina narra a experiência de estar tão perto de um assassino e ainda revela suas próprias atividades clandestinas, como remexer nos arquivos e nas gavetas do pai. É uma história sobre crescer, sobre fatos recentes do nosso país e também sobre a naturalização do mal.
Conte um pouco como nascem as personagens: elas antecedem a ideia da história ou vão se adaptando a ela?

Quando o núcleo duro da história surge, alguns personagens já aparecem com ela. Outros vão surgindo por necessidade da própria engrenagem da narrativa. No meu primeiro romance há uma população de personagens secundários que surgiram da necessidade de construção de um burburinho de mundo. Já nesse segundo romance há pouquíssimos personagens “incidentais”, digamos assim. Quase todos surgiram com a ideia inicial.
Ainda sobre processo criativo, você tem uma rotina definida de escrita quando está produzindo um livro? Se tem, como ela é?

Eu não tenho uma rotina definida. Minha rotina é o caos. Talvez fosse ótimo se conseguisse seguir um roteiro, mas, pela própria dinâmica de minha vida pessoal, não consigo. Faço muitas coisas simultaneamente. Porém, no caso da escrita de um romance, por causa daquele processo lento que mencionei, estou continuamente pensando nele, mesmo que não esteja escrevendo. E alterno períodos de escrita frenética com essas pausas, que para mim são muito ricas e necessárias.
Você estreou em romance, com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida, já premiada. Isso a pressiona em relação ao segundo romance?

Não necessariamente. Quando terminei Nossa Teresa, muito antes de qualquer indicação e premiação, já comecei a escrever o segundo romance. Tenho algumas histórias para contar.
E a questão da poesia versus a prosa? Você já consegue definir bem como se sente em cada um desses “terrenos” literários? Em qual deles você se sente mais confortável pisando?

Comecei a escrever prosa e poesia ainda na infância, mas, por algum motivo, dediquei-me por um bom tempo mais à poesia – penso que por ter sido mais fácil em algum momento transitar nesse território, que é o território da criança. Contar histórias exige outro engenho, e por longos anos a prosa não foi senão um ensaio, um exercício. Fui aprendendo a ganhar fôlego. A criar mundos mais expandidos. O meu amadurecimento na linguagem poética foi mais rápido, acho que porque não saí da infância: continuo olhando o mundo com o mesmo maravilhamento e espanto. Entretanto, ao encontrar o meu tom na escrita da prosa (e que é um tom cinematográfico), não consigo diferenciar uma postura mais confortável entre um e outro. São processos diferentes, com exigências próprias, às quais atendo ou procuro atender. Nenhum é fácil, mas ambos me ensinam suas prioridades e seus modos.
Mesmo que ainda esteja com o novo livro chegando ao mundo, já tem algum projeto para o próximo?

O romance Aqui, no Coração do Inferno é uma história que está contida numa narrativa ainda maior. Explico: o livro faz parte de uma trilogia que gira em torno desse garoto serial killer. Numa das versões que descartei, havia a narração sob três perspectivas. A dele, já adulto, contando sua formação de assassino; esta, da menina falando sobre ele, preso na casa dela; e a de alguém próximo a ele, um familiar, contando a genealogia de tudo, aquilo que antecedeu o menino. Eliminei essa versão sob três perspectivas por considerar que cada narrador possui força suficiente para contar a própria história. Então optei por publicar Aqui, no Coração do Inferno primeiro, mas estou trabalhando nos próximos, que devem ser publicados entre 2017 e 2019 e se chamam O Peso do Coração de um Homem e O Amor, Esse Obstáculo. De todo modo, esses são projetos que, embora ainda não estejam totalmente prontos, já estão finalizados. Melhor dizendo, já sei todos os rumos que essa grande narrativa terá. O que me interessa mesmo é o livro que virá depois – a história que está guardada, esperando, mas ainda não comecei.

sábado, 2 de julho de 2016

M O M E N T O S Sonetos e Poemas por Carlos Celso Uchôa Cavalcante

O MEU EU
Caminhei por estradas muito extensas
A buscar a real felicidade
Repeti tantos atos de bondade
Liberdades eu tive tão propensas
Os acasos me deram tão imensas
Suas doses de oportunidades.
Cri na Força Divina, sobretudo
Exaltei o poder do Salvador,
Li na Bíblia que Cristo Redentor
Sobre nós derramou seu conteúdo
O poder infinito do amor.
Usufruí da vida as alegrias
Carregando as tristezas sobre mim
Hoje vejo no passar dos meus dias
O florir de um imenso jardim
A mostrar-se cheio de fantasias.
Caminhando ainda continuo
A procura do que não sei ainda
Vida longa de trajetória infinda
A vagar na imensidão flutuo
Longe da água, no vendaval, concluo
Coisas  belas estou a procurar
As andanças me farão encontrar
Na beleza que tanto procurei
Tudo que até hoje não achei
Em meus dias finais hei de achar.

CURSINHO PREPARATÓRIO

A Prefeitura de Sertânia, através da Secretaria de Educação, comunica que estão abertas as inscrições para o cursinho preparatório para concursos. Aulas de Português, Matemática, Raciocínio Lógico, Conhecimentos Gerais e Noções de Direito Constitucional.
Professores competentes e material gratuito.
As inscrições estão sendo realizadas na Escola Municipal Isaura Xavier  de 29 de junho a 07 de julho, sempre das 19 as 21h.
Documentos necessários: RG e CPF.
Início das aulas 03 de agosto
 Seja um vencedor!
Vagas limitadas
Tel. Para contato 87- 991013680/ 996823014.
Magaly Pires
Coordenadora do Cursinho


A CIGANA DE PARICONHAS E A PREMONIÇÃO

Existem pessoas que querem dar foros de verdade a um caso que é contado como lenda. Diz-se que Lampião, quando jovem, honesto e trabalhador, encontrou uma cigana bonita e sorridente, na feira de Pariconhas. Virgolino deu-lhe a mão para ser lida. A vidente começou a tremer lábios e pálpebras e fez terrível revelação: “tenha cuidado com o número sete. Ele vai ser a sua perdição”. Até então, Virgolino trabalhava como almocreve do coronel Delmiro Gouveia, que, por coincidência, possuía nome e pré-nome com sete letras.
Querem mais coincidência? Delmiro foi assassinado a tiros, no dia 10 de outubro de 1917. Lampião morreu nas mesmas circunstâncias, na grota de Angicos, dedurado por um coiteiro de nome Cândido, no dia 28 de julho de 1938. Angicos e Cândido são nomes de sete letras. Vinte e oito, o dia da morte de lampião, é múltiplo de sete. Julho é o sétimo mês do ano. Mil novecentos e trinta e oito tem quatro algarismo que, somados, totalizam 21, múltiplo de sete. Também foi de 21 o número de anos de diferença entre as mortes de Delmiro e Lampião.
Mossoró, uma cidade de sete letras, foi invadida por Lampião às 17 horas da noite de 13 de junho de l927. A cidade estava em festa, promovida pelo Humaytá, uma instituição desportiva que possuía sete letras em sua denominação. Também tinha sete letras o nome do coronel Rodolfo, prefeito de Mossoró, que organizou a resistência contra o cangaceiro. Lampião, neste cerco, perdeu os cangaceiros Colchete e Jararaca e ficou com cinco homens seriamente feridos. Teve sete baixas.
Se, supersticioso como era, Lampião tivesse dado mais atenção às palavras da cigana de Pariconhas, notaria que, na realidade, o número sete tinha muito a ver com a sua vida. Lampião, capitão, cangaço, são exemplos de nomes que possuíam este número de letras. Ele conheceu Maria Bonita no interior da Bahia, em Santa Brígida. O nome da santa já não seria um aviso do destino? A metralhadora que ceifou a vida do cangaceiro era da marca Hot-Kiss, outro nome de sete letras funestas, ligado ao destino do cangaceiro.
Lampião entrou para o cangaço aos 24 anos. Cerrou fileiras no bando de Sinhô Pereira (será que Pereira não tem sete letras?), que abandonou a vida de bandoleiro e retirou-se para Goiás. Corisco, um dos cangaceiros de maior confiança de Lampião, morreu dois anos após o cerco de Angicos. Quantas letras tinha o nome de Corisco? Abrahão era um libanês que vivia em Juazeiro, ajudando padre Cícero. Foi ele quem, pela primeira vez, conseguiu a permissão de Lampião para fotografar o bando, em 1935. Abrahão é o sétimo patriarca da Bíblia. O nome do fotógrafo de Lampião também tinha sete letras.
Saiba mais – Antes de invadir Mossoró, Lampião enviou um bilhete ao prefeito e não obteve resposta. Mandou um segundo, nos seguintes termos: “Coronel Rodolpho, estando eu aqui pretendo é dinhero. Já foi um aviso, aí para os sinhoris, se por acauso rezolver mi mandar a importança qui aqui nos pedi. Eu envito de entrada ahí porém não vindo esta importança, eu entrarei, até ahí penço qui adeus querer eu entro e vai aver muito estrago, por isto si vir o dinhero eu não entro ahi, mas resposte logo. Ass. Capm Lampião.
Rodolfo Fernandes tinha 150 homens bem armados esperando Lampião. O recado veio. Dizia que a cidade tinha o dinheiro. Lampião que fosse buscar. Um dos homens de Rodolfo era o cabo Damião do Pilão, ex-cangaceiro, conhecedor profundo dos hábitos daqueles que ameaçavam Mossoró. Depois de ver as balas esfacelar a cabeça de Colchete e não poder evitar a prisão de Jararaca, Lampião ordenou a debandada. Jararaca, que era ex-militar e se chamava João leite de Santana, foi colocado ferido sobre uma mesa e submetido a um julgamento sumário. Os maiorais de Mossoró decidiram que ele deveria morrer. Levado para o cemitério local acabou enterrado vivo, após receber uma cutilada desferida por um soldado.

sexta-feira, 1 de julho de 2016


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