sábado, 6 de maio de 2017

EM INCESSANTE BUSCA DE OUTRO BRASIL

EM INCESSANTE BUSCA DE OUTRO BRASIL: “Nem o passado como era, nem o presente como está”... Alder Júlio Ferreira Calado Todos os dias, e em especial neste PRIMEIRO DE MAIO, Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, somos instigados a nos debruçarmos sobre rumos e caminhos do mundo, desde o chão do dia-a-dia de nossa sociedade. E podemos fazer isto, ensaiando perguntar-nos um conjunto articulado de questões, bem ao nosso alcance, várias das quais apresentando-se nos bastante incômodas, graças à sua força de interpelação. Eis como cuido, hoje, de compartilhar algumas linhas provocativas, sentindo-me eu o primeiro provocado, com tais questionamentos. * Uma parte imensa de Trabalhadores e Trabalhadoras, no mundo e no Brasil, graças à sua situação concreta – migração forçada, incidência de etno-genocídio, feminicídio, violência social, desemprego, sub-emprego, crescente precarização do trabalho, etc., etc., etc. – acha-se quase impossibilitados de refletir criticamente e, menos ainda, de enfrentarem as causas de sua situação. Eles, elas antes as sofrem do que as compreendem. Ainda assim, muitos deles e delas fazem o que está ao seu alcance. Mas, nossos questionamentos se dirigem, prioritariamente, a um número considerável de Trabalhadores e Trabalhadoras, no Brasil, que reúnem, sim, condições favoráveis de se fazerem questionamentos do tipo: Mergulhados em terreno pantanoso de uma crise multifacetada (econômica, política, ética, ecológica, de paradigmas...), temo-nos dado ao INCESSANTE trabalho, não apenas de buscar compreender melhor o que se passa, mas também de ensaiarmos saídas, ao nosso alcance? * No empenho em compreendermos melhor o que acontece no mundo e no Brasil, sem prejuízo das fontes de nossos habituais parceiros, temos examinado criticamente também outras fontes, que pensam diferentemente de nós e dos “nossos”, a fim de nos inteirarmos de suas críticas? * Por mais que nos agradem os comentários feitos pelos “nossos”, será que, atendo-nos exclusivamente a tais fontes, não corremos o sério risco de empobrecer nossa visão (auto)crítica? * Se nos pretendemos fiéis à Classe Trabalhadora, será que nos limitarmos a analisar a realidade, apenas desde as fontes que coincidem plenamente com o nosso sentir-pensar-querer-agir, não acabamos sucumbindo a um grave reducionismo endógeno? * Em seu carisma de exímio analista social, Eduardo Galeano costumava dizer que “A história é um profeta com um olhar voltado para trás: pelo que foi, e contra o que foi, anuncia o que será.” E quanto a nós, pessoal e coletivamente, será que nos damos ao trabalho de tomar certa distância crítica desta síndrome do imediatismo de que vimos sendo reféns, e buscamos examinar, em relação aos “nossos” analistas de referência quase exclusiva, o que se dizia e se escrevia dos inúmeros escândalos cometidos pelas forças dominantes de há quinze, vinte, trinta anos atrás, enquanto hoje, diante de fatos de semelhante gravidade, o que anda sendo dito e escrito? Quanta contradição! * Será que temos lembrança e consciência de nosso programa de ações (organizativas, formativas e de mobilização), vivenciado nas décadas 70 e 80, no campo e na cidade, e que fomos progressivamente abandonando ou secundarizando, fazendo vistas grossas a condições essenciais de transformação social, embriagados e seduzidos pelo “atalho” da desmedida ocupação dos espaços governamentais, de que acabamos nos tornando reféns, com altíssimos custos que hoje amarga a sociedade brasileira? * Será que nos damos conta – inclusive e sobretudo, nossas principais organizações de base – das terríveis consequências de nosso adesismo, de nossa perda de autonomia, de nossa credibilidade junto a enormes parcelas das classes populares? * Temos tido o cuidado de priorizar as análises de quem, a despeito de certos limites, se tem apresentado coerente, nas linhas-mestras de suas análises, sem comportarem frequentes e graves contradições (de quem afirma coisas hoje, para negá-las pouco tempo depois, remanescendo similares os fundamentos da atual realidade, sem fazerem qualquer autocrítica dos equívocos cometidos)? * Numa sincera busca de retomada, EM NOVO ESTILO, desses compromissos interrompidos, serão mesmo iguais as chances de êxito, ante os profundos estragos cometidos – em especial em consequência de um progressivo desenraizamento de parte expressiva de nossas forças do cotidiano de nossa gente, inclusive com estilo de vida próximo do nosso povo? * Nos segmentos de esquerda (partidários, sindicais, populares, eclesiais, etc.), diante do evidente descrédito experimentado e das pressões internas e externas por mudanças de rumo e de caminhos, será mesmo razoável que tal processo de autocrítica e de “renovação” seja conduzido pelas mesmas figuras dirigentes e seus prepostos? * Por mais árduas que sejam as batalhas travadas e a serem ainda enfrentadas, conforta-nos a convicção de que, ao longo de sua história, aos humanos não são colocados desafios que, a seu tempo e graças ao seu esforço persistente, não sejam capazes de superar. Isto posto, por que razão confiar acriticamente a CONDUÇÃO deste processo às mesmas forças que, a despeito de terem protagonizado ganhos econômicos inegáveis, malograram fragorosamente em itens fundamentais da luta ético-política? Uma coisa é seguir contando com sua participação, outra é seguir confiando-lhes a condução desse processo, sem que se disponham a emitir sinais convincentes de autocrítica? * Seria mesmo sinônimo de garantia, sob o pretexto de construir a “unidade”, a qualquer preço, das forças de resistência aos ataques das classes dominantes e dirigentes, propugnar por uma reedição sem critérios sustentáveis de simples frentes conduzidas por lideranças cujos frutos são amplamente conhecidos (por ex.: em matéria de aliancismo, de associação espúria com o que há de pior das “elites” brasileiras, enriquecimento ilícito de figuras, parcerias com representantes de forças antagônicas, recurso habitual a expedientes aéticos)? * Se é verdade que nos empenhamos na construção de um novo modo de produção, de um novo modo de consumo e de um novo modo de gestão societal, por que teimamos em apostar o melhor de nossas energias criativas, para administrar o inadministrável (o modelo vigente)? Neste Primeiro de Maio de 2017, eis o que me ocorre compartilhar, como mensagem de solidariedade a todas aquelas e aqueles–que-vivem-do-Trabalho-? João Pessoa, 1º de Maio de 2017.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

BELCHIOR VIVE!

FORA TEMER

domingo, 23 de abril de 2017

DVD FLORAÇÃO DO SERTANIENSE CÉSAR AMARAL VENCE 8º PRÊMIO DA MÚSICA PERNAMBUCANA

O sertaniense César Amaral venceu nesta quinta (20) no teatro Santa Isabel no Recife ao 8º Prêmio da Música de Pernambuco na categoria melhor DVD, o cantor vem se destacando em todo Brasil com o seu novo trabalho o DVD Floração, um grande sonho realizado pelo o artista, César Amaral está de parabéns, viva a música nordestina, viva Sertânia, viva César Amaral.

sexta-feira, 31 de março de 2017

CIA. PRIMEIRO TRAÇO 30 ANOS DE ARTES NO SERTÃO

MÁGOAS de MARÇO. FULGORES de ABRIL Jomard Muniz de Britto. Ainda JMB Sobrevivemos em cidades alagadas. São águas de março irrompendo verões? Crises que se perpetuam e nos sufocam. Entre certezas rotineiras e medonhas a mar gu ras. Diante e bem dentro. Com e sem lições de abismo le tra do. Mais do que escre VIVER poemações, o que fazer para merecer leitores? Dentro e fora das en ce na ções danadas. Mais que nunca é ainda preciso reinventar carnavais, folias de quase todos. Pragmáticas futebolísticas. Cotidiárias. Todos ou quase todos JOGOS de A Z A R. Para quem encenar novelhas literaturas? Sempre mais escrituras do que livros. Entre amigos, mortais e imortais. Confidentes, parentes e aderentes. Outras inevitáveis contra-dicções. Outros desejos de democratização? Nossas fontes primárias se dispersaram entre arquivos e NET-historicidades? Mais do que sempre é preciso sonhar, escapando e não dos pesadelos. Nossa cultura política republicana ainda sobrevivendo nos outroras. PALAVRAS CRUZADAS enfrentando tensões e interpretações em suspense. ALETRAR para melhor VEROUVIR. Celebrar, contestar. Inventariar possibilidades. Perigos e promessas de analíticas conversações com todo senso de humor. Sem fazer gracinhas globalizadas................ em mesas de bar, motéis e singelas mu se i fi ca ções para todos e ninguém. Recifeliz Pernambucância 2017 atentadospoeticos@yahoo.com.br

sexta-feira, 24 de março de 2017

XIX PAIXÃO SERTÃO

ESTAMOS PRECISANDO DE TODA AJUDA POSSÍVEL PARA A REALIZAÇÃO DA PAIXÃO DO SERTÃO "UMA ODISSEIA NO MOXOTÓ" PELA 19ª APRESENTAÇÃO SEGUIDA,CONTAMOS COM TODO APOIO A REALIZAÇÃO SERÁ NOS DIAS 12,13 E 14 DE ABRIL NA QUADRA DA ESCOLA OLAVO BILAC.

IN MEMORIAN

FAZEMOS HOMENAGEM AOS NOSSOS AMIGOS ÍTALO PASSOS E SONIA...

ESPETÁCULOS DE MARCOS FREITAS ANOS 90

O NASCIMENTO DE CRISTO E TIRA A CANGA.

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